sexta-feira, 20 de agosto de 2010

TROVAS / POSFÁCIO / CAMINHEMOS

Pela relatividade
tudo está no seu lugar.
O tempo não tem idade;
infinito é caminhar!


Os meus cabelos grisalhos
me impedem a caminhada;
enganado por atalhos
cheguei ao topo do nada!


Não temos culpa de nada;
nosso destino é fatal:
as flores da nossa estrada
são de um jardim virtual!


Os rios fazem carinho
no corpo da natureza
__encanto do ribeirinho
ao canto da correnteza!


O silêncio é a sutileza
de respostas olorosas
de um jardim onde a beleza
ecoa o parto das rosas!


Distante dos teus abraços
sinto não estar sozinho;
faço das sombras os passos
às luzes do meu caminho!


O tempo está me ensinando
que a grandeza se comprova
na pequenez da luz quando
a imensidão é uma trova!

Ao som da noite uniforme
comigo a tristeza dança;
enquanto a esperança dorme
a saudade não descança!
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P O S F Á C I O


A tarde fria sopra na vidraça
E esparge em mim um pálido receio:
---À vida de quem passa por passeio
o tempo empedernido jamais passa---


Decido abrir meu livro bem ao meio
e vejo que o passado deu-me à graça
de burilar a vida que congraça
aos feitos do posfácio que releio.


A paz da consciência à luz vislumbra
a noite carinhosa sem penumbra.
O medo então perpassa bem minúsculo.


O esvanecer da tarde continua
e na janela vem pousar a lua...
É o acalanto vívido ao crepúsculo!
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C A M I N H E M O S

Se tens plena certeza do teu dom...
entrar em minha mente não permito
seguindo a tua estrada envolta em rito
nos ideais que vibram mesmo tom.


A tolerância existe ao infinito,
porisso eu compreendo como é bom
o teu compasso alegre ao mesmo som.
Se crês assim... também eu acredito.


Sigamos irmanados o caminho;
ninguém consegue o bem assim sozinho.
O individualismo é superado


por simples atitude fraternal.
A regeneração derrota o mal
se caminhamos sempre lado a lado.
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Um comentário:

  1. Olá amigo João...
    Ah! idade

    Sentindo o peso da idade
    e, agora em compasso lento
    vem em mente a mocidade
    que se foi... tal qual o vento.

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